terça-feira, 16 de junho de 2015

Exploring the streets of Stockholm

Estocolmo desenvolveu um projecto 'The Walkable city', em 2010, que pretende transformar um "esparguete de betão e de estradas" numa área para os pedestres e para as bicicletas.
As cidades não se mudam de um dia para o outro, nem todos os cidadãos concordam com as alterações, mas pequenos projectos valem muito na mudança de atitude e de comportamento das pessoas.

Confiram o vídeo 'Exploring the streets of Stockholm'.



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma ideia criativa que humaniza os espaços públicos

Já imaginou ter um pequeno escorrega para as crianças ao lado das escadas de acesso ao bairro?

Pois é, como parte da filosofia do governo da cidade de Medellín, na Colômbia, o urbanismo atuando no resgate social e construção da cidadania, esta região recebeu uma série de obras para mudar a cara do bairro e torná-lo mais voltado às pessoas. 

Uma das obras são as escadas rolantes, que conectam diferentes níveis do bairro. E foram construídos pequenos parques, bancos e escorrega. 

É mais uma vez a criatividade (low cost) para tornar os espaços públicos mais atrativos, interessantes e humanizados.


Confira em nosso instagram, mais imagens de ideias criativas nas cidades: https://instagram.com/p/2vdiJrOGIT/


sábado, 23 de maio de 2015

Projeto Centro Aberto: a busca pela qualidade nos espaço públicos de São Paulo

Um dos membros do REurb realizou uma visita de estudo na cidade de São Paulo e fez um relato sobre a requalificação do centro da maior metrópole da América do Sul. "Pude notar pontuais, porém, PROFUNDAS transformações com estruturas flexíveis, low cost e sem obras megalomaníacas, na consolidação de um lugar a partir da reconquista do espaço. Atrair novas funções, intensificar o uso público, mais pessoas = mais segurança, atividades de permanência."


O projeto Centro Aberto visa à transformação de estruturas existentes no espaço e a renovação das formas de uso, com o objetivo de fortalecer o domínio público em seus locais de atuação.

                                

Requalificar a área central é uma das principais metas da atual gestão e configura-se como um importante passo em direção ao direito à cidade. Testar projetos em escala real não é usual em urbanismo. O processo tradicional consiste na elaboração de desenhos e maquetes reduzidas, que são vistas de cima, de forma impessoal e impenetrável. A ideia agora é ensaiar outras possibilidades de intervenções urbanas: vivenciar as transformações imaginadas, avaliá-las e então torná-las permanentes. 


A qualidade dos espaço públicos exteriores têm um papel fulcral na vida das pessoas, é um local de encontro, onde compartilhamos experiências e partilharmos da mesma cidade. A qualidade desse espaço está relacionada tanto à estética, ao projeto e ao desenho quanto, e fundamentalmente, à sensação de proteção, conforto e prazer.

2º princípio para a criação de espaços públicos de qualidade.

2. CRIE UM LUGAR, NÃO UM DESENHO URBANO

De acordo com o "The Better Block project", se o seu objetivo é criar um lugar de encontros, pensar apenas no design não será suficiente. Para transformar um espaço público pouco utilizado e fazer com que ele se torne um lugar central a uma comunidade, os elementos físicos devem se preocupar em fazer com que as pessoas se sintam bem vindas e confortáveis no local. O objetivo é criar um lugar que tenha um forte senso de comunidade, um visual confortável e também que garanta atividades durante todos os dias da semana, em todos os horários – como fazer compras, comer, tomar um café, ler um livro, encontrar amigos, assistir a um show, etc.

  1. Implemente mudanças físicas que deixem o espaço mais convidativo e acessível, seja adicionando bancos, mesas, plantas e cor, como fazendo melhorias que facilitem e incentivem a circulação de pedestres.
  2. Incentive que os prédios ao redor do espaço tenham fachadas mais ativas e interessantes, colocando letreiros e detalhes que possam ser vistos por pedestres, janelas e vitrines que possibilitem ver o que acontece do lado de dentro, e até colocando mesas na calçada se for permitido – no caso de cafés e restaurantes.
  3. Liste o que pode ser feito no espaço por dia da semana e horário. Se houver horários com poucos usos, pense em formas de torná-los mais atrativos (shows, aulas de yoga, feiras?).  

Mesas e cadeiras + plantas + fachadas ativas: são apenas algumas das ações que dinamizam toda comunidade local.

Fonte: Bela Rua.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Simples vasos de flores e uma linda imagem.

Criada em 1608, a Escadaria de Santa Maria del Monte, na cidade de Caltagirone, na Sicília, possui 142 degraus, que são decorados cada um com uma cerâmica diferente.


Todos os anos, durante o festival da flor de La Scala, milhares vasos de plantas e flores de diferentes espécies e cores são dispostas na escadaria histórica da cidade, encantando à todos os visitantes.


Imaginem se a cidade das sete colinas tomasse alguma iniciativa semelhante? Com certeza teríamos uma Lisboa mais bonita e agradável.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

1º princípio para a criação de espaços públicos de qualidade.


Project for Public Spaces identificou 11 princípios fundamentais para a transformação de qualquer espaço público exterior, desde um largo, uma rua, uma praça, um parque, uma passeio ou qualquer outro local de uso público. 
A seguir, vamos listar cada um destes princípios e esclarecer de que forma eles contribuem para transformar os espaços públicos e atrair as pessoas e seus benefícios para todos que o frequentam.  Sendo assim, o primeiro principio é da participação das pessoas:
 1. O ESPECIALISTA É A COMUNIDADE
O ponto de partida para desenvolver um espaço público é identificar os talentos e ativos presentes na comunidade. Em qualquer comunidade há pessoas que podem fornecer uma perspectiva histórica do local, dar insights valiosos sobre os usos do espaço e até levantar os principais problemas ou a importância do local para quem é da região.
Resgatar essas informações no começo do processo ajuda a criar um senso de propriedade comunitária, que é positivo tanto para quem está desenvolvendo o projeto quanto para a comunidade em si.
  1. Identifique os talentos e as pessoas da comunidade que se interessam pelo espaço.
  2. Pergunte a eles qual é a sua visão sobre o espaço.
Quadro + painel com adesivos + parede com pergunta: formas práticas para entender necessidades e desejos da comunidade.
Imagem: Bela Rua
Imagem: Bela Rua
O ideal é que nesta primeira etapa de aproximação com as pessoas, todo o processo seja INTERATIVO e que reúna todos os membros da comunidade, mesmo os com pontos de vista diferentes. 
Além de funcionar como um momento de coworking, é o momento de todos estarem abertos a iniciativas para melhorar a cidade. Diversos grupos podem se juntam para propagar ações que transformam espaços públicos.
Fonte: Bela Rua.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Lições para um Urbanismo Sustentável: O REurb em Sevilha

Há pouco tempo, um dos membros do REurb visitou a acolhedora e ciclável cidade de Sevilha, em Espanha. Aproveitamos a oportunidade para realizar um breve diário de bordo para analisar o modo como a cidade de Sevilha se relaciona com o cidadão. 

Neste pequeno vídeo conseguimos perceber quem tem prioridade na principal avenida do centro de Sevilha


video

O peão é tratado como um rei! 

Algo impressionante em Sevilha é a preocupação em oferecer o máximo de conforto às pessoas. Nas áreas centrais, há muita arborização – duas filas de árvores bem próximas, formando um cordão espaçoso de zonas sombreadas para a circulação de peões e ciclistas – e passeios largos, com pavimentos confortáveis e seguros, adequados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, carrinhos de bebé, trotinetes, skates, patins, e claro, para a bicicleta! 



Em cada esquina, há uma praça arborizada. Nos locais onde não existem árvores, são colocados toldos em lona semitransparente, dispostos de um lado ao outro da rua, para reduzir, consideravelmente, a luminosidade e o calor do sol durante os verões quentes.


Além disso, existem espelhos d’água,fontes, bebedouros e micro pulverizadores de água, para aumentar a humidade do ar e diminuir o calor escaldante no verão.


Nas zonas pedonais verifica-se um movimento intenso. Encontram-se muitos idosos, pessoas com acessibilidade reduzida e famílias com crianças a brincar.



Foram removidas cerca de 5 mil vagas de estacionamento de veículos e retirada uma das faixas do sistema viário para ampliação dos passeios. 

Essa infraestrutura está presente nas principais avenidas e foi definida uma política de coexistência na via pública, com a restrição de veículos e a redução da velocidade dos mesmos, para além de campanhas educativas.



Os esforços para tornar a bicicleta numa alternativa de transporte sustentável e viável são uma realidade em Sevilha, que já integrou a bicicleta a sua paisagem urbana e obteve o quarto lugar no ranking das 20 cidades mundiais mais amigas da bicicleta, como informa o site Greensavers, em maio deste ano. Além de ganhar visibilidade entre os circuitos turísticos pela facilidade de visitar a cidade a pé ou de bicicleta, e pela valorização do espaço público, comércio de rua e a praças movimentadas.


Como mudar as nossas cidades?
Para tornar uma cidade mais humanizada e amiga das bicicletas e das pessoas, é preciso exigir dos políticos, sem medo de tentar o novo e de contrariar setores acomodados da sociedade. Também é importante que os cidadãos participem das audiências públicas e se envolvam nas mudanças na cidade que beneficiem pessoas, não automóveis ou mercado imobiliário.




Como em toda mudança de cultura, haverá forte resistência. Da maneira que a cidade está, todos já sabem como funciona e a maioria se adapta à situação ruim; com o anúncio de grandes mudanças, vem o receio de parte da população de não se conseguir adaptar à nova situação. Em especial o setor do comércio e restauração, que é dirigido hoje aos clientes que chegam de carro.


É importantíssimo esclarecer que os clientes são as pessoas e não os automóveis, eliminando o receio de que menos carros signifique falta de clientes. O ciclista também é consumidor, e sua cadeia de procutos e serviços geram muitos empregos.